1 ENEM é suficiente e necessário?
- agosto 2, 2021
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A geografia de cada estado é diferente – os acentos da língua, as diversas culturas locais, a biodiversidade, as caraterísticas econômicas e as injunções político-administrativas…
A geografia de cada estado é diferente – os acentos da língua, as diversas culturas locais, a biodiversidade, as caraterísticas econômicas e as injunções político-administrativas…
O Editor
São Paulo, 02/08 de 2021.
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A generalização de um padrão uniformizado da Educação em sociedades complexas, com objetivos, características e modos de atuação distintas – realidades baseadas em circunstâncias e estruturas sociopolítico-econômicas, ambientais muito diferentes – justificam uma uniformização de saberes?
Conformar um currículo nacional que englobe do Rio Grande do Sul até Bahia ou Amazonas é factível? Não parece uma ditadura dos sentidos? Criar um padrão que enquadre todos em um mesmo sentido e direção? Então onde fica o respeito às diferenças? Por que resistir a estas?
Por exemplo – o exame tem de ser de acordo com as características e inputs obtidos e oferecidos no estado onde deve ser aplicado – para as Universidades federais, por exemplo, pelo menos, ou para as faculdades privadas.
A geografia de cada estado é diferente – os acentos da língua, as diversas culturas locais, a biodiversidade, as caraterísticas econômicas e as injunções político-administrativas… Que se preservem a Língua portuguesa – padrão considerando as regionalidades e suas características, a Matemática, e as ditas ciências duras, as biológicas, por questões de aplicabilidade e orientação prática profissional da escolha do estudante. 1 ENEM é suficiente e necessário?
O resto, creio pode ser revisto, melhorado e adaptado às circunstâncias locais. Habilidade manuais, físicas, intentando a promoção do acesso às profissões – Música, artes, eletrônica, eletrotécnica, escolas de construção civil, mecânica, hidráulica, informática, enfim, endereçar os estudantes unificando as atividades práticas com s teoria.
Não há outro sentido na Educação moderna e atual senão este – o de prover ao estudante acesso ao conhecimento universal, à cultura, mas também coloca-lo mais preparado para encarar o indefectível mercado de trabalho, tão logo tenha concluído o segundo grau – médio. Assim ele pode, inclusive, optar por seguir no curso superior para aprimorar suas habilidades e aprofundar seus conhecimentos.
Aliás, seria de muita utilidade expor com clareza quais são as profissões que existem e se oferecem no mercado nacional (quantidade, exigências etc). Talvez, e isso pode parecer uma loucura, fugir um pouco da ditadura da informatização, e deixar para os robôs as atividade consideradas realmente insalubres e humilhantes.