Dia do Trabalhador-Trabalho
- maio 23, 2023
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O reducionismo que se propõe com a ideia do dia do trabalho não se coaduna coma realidade do trabalhador. É este que importa, e de sua força que
O reducionismo que se propõe com a ideia do dia do trabalho não se coaduna coma realidade do trabalhador. É este que importa, e de sua força que
Redação
São Paulo, 30/04/2023
1,4 Minuto.
Muito a se falar. Muita luta – direitos, igualdade, equidade… Profissionais querem novas formas de trabalho. A flexibilidade e os ganhos proporcionais ao esforço são características almejadas na era da Economia 4.0, e vem fazendo novas profissões se destacarem no mercado de trabalho
É tudo o que a Economia 4.0 sinaliza como tendência. A criação de novos processos e fluxos de trabalho digitais, onde a tecnologia se apresentou como a principal ferramenta de trabalho. Em tese, permite que mais profissionais atuem fora do modelo tradicional de cumprimento de horas no escritório. Esse é um dos pilares da atual Economia 4.0, que está trazendo uma nova ordem ao mundo do trabalho. Mas, parece um engodo, se as garantias e direitos do trabalhador não forem suportadas e mantidas, ao menos redefinidas em patamares aceitáveis. É a luta entre capital x trabalho.
A pandemia acelerou o processo. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) publicou um estudo que aponta que a pandemia dobrou o ritmo do crescimento do home office e, atualmente, uma a cada três empresas adotam a modalidade de trabalho.
A remuneração flexível, de acordo com o resultado, também tem sido mais praticada pelo mercado de trabalho tradicional. Fornecer benefícios extras aos colaboradores, tais como voucher para combustível ou academia (hã?), cresceu em quase 70% no país em 2022, segundo pesquisa realizada pela Leme Consultoria em parceria com a startup Swile.
Correndo por fora, o estado tenta recuperar serviços essenciais como transporte público, saúde, educação e infraestrutura. Tudo tem a ver com a sua capacidade de arrecadação e distribuição de recursos públicos, gerados pela força de trabalho empregada e ativa, na forma de impostos.
Finalmente, depois de um período ruim, na economia, no emprego e na sociedade como um todo, o país retoma uma série de atividades que apontam para melhorias no mercado interno.
Com isso, reforça o debate e o combate às altas taxas de juros e a inflação, investe na geração de postos de trabalho, em educação, saúde, infraestrutura. Expõe a tendência neofascista aliada a um neoliberalismo excludente e cruel.
A retomada de contatos internacionais, reinserindo-se no contexto econômico mundial com marcadores melhor definidos, amplia estas possibilidades.
O reaquecimento enfrenta o desafio de um período pós-pandemia, guerras, alterações climáticas, e de acirramento da competição entre mercados os emergentes, por blocos geoeconômicos que não interessam às grandes potências.
Ver o Brasil como ator independente-participante no bloco americano, com autonomia em relação aos EUA e a Europa torna a tarefa de reconstrução extremamente complicada. A busca de recursos na China deixa os antigos parceiros desconfiados. Mas, esta demonstração de independência deixa claro que não satisfaz mais a falta de respeito que os grandes do G7 (não era G8?) imprimiam aos países subdesenvolvidos. Talvez em desenvolvimento, ou como se diz atualmente, os Emergentes.
O contraponto à cupula (o espelho) está formado e chama-se G20, e o BRICS tende a sustentar um novo patamar de relações históricas de novos contornos.