{"id":125,"date":"2026-04-10T17:30:12","date_gmt":"2026-04-10T17:30:12","guid":{"rendered":"https:\/\/aescolalegal.com.br\/?page_id=125"},"modified":"2026-06-15T18:41:55","modified_gmt":"2026-06-15T21:41:55","slug":"prof-dr-fernando-nogueira-da-costa","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/aescolalegal.com.br\/?page_id=125","title":{"rendered":"Mercado Externo X Mercado\u00a0Interno: quem ganha?"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">A diferen\u00e7a de rentabilidade entre empresas exportadoras de <em>commodities<\/em> e empresas da ind\u00fastria voltada \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do mercado dom\u00e9stico no Brasil est\u00e1 ligada \u00e0 estrutura produtiva do pa\u00eds e \u00e0 renda de recursos naturais. Esse fen\u00f4meno ajuda a entender v\u00e1rios debates sobre desindustrializa\u00e7\u00e3o precoce e especializa\u00e7\u00e3o produtiva.<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-text-color has-link-color wp-elements-b3af5526028b34ebfc05728acf625cab wp-block-paragraph\" style=\"color:#043d28;font-size:18px\"><a href=\"https:\/\/aescolalegal.com.br\/prof-dr-fernando-nogueira-da-costa\/\" type=\"link\" id=\"https:\/\/aescolalegal.com.br\/prof-dr-fernando-nogueira-da-costa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fernando Nogueira da Costa <\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-2e7370378ac2e7a68a54bc806e97d36f wp-block-paragraph\" style=\"color:#156447;font-size:15px\">Campinas, S\u00e3o Paulo &#8211; 02\/06\/2026<br>6.4 Minutos.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, em setores baseados em <em>recursos naturais<\/em> \u2014 <strong>minera\u00e7\u00e3o, petr\u00f3leo, agroneg\u00f3cio<\/strong> \u2014 parte do lucro n\u00e3o decorre apenas de efici\u00eancia produtiva, mas da escassez relativa de recursos naturais. Isso \u00e9 conhecido na tradi\u00e7\u00e3o da Economia Pol\u00edtica como <em>renda diferencial<\/em>, conceito formulado por <em><a href=\"https:\/\/maisretorno.com\/portal\/termos\/d\/david-ricardo\" type=\"link\" id=\"https:\/\/maisretorno.com\/portal\/termos\/d\/david-ricardo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">David Ricardo.<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A l\u00f3gica \u00e9 simples: <\/strong>pa\u00edses com terra f\u00e9rtil, min\u00e9rios abundantes ou petr\u00f3leo de baixo custo conseguem produzir com custo menor diante do pre\u00e7o internacional. Por sua vez,  o pre\u00e7o global \u00e9 determinado pelo produtor marginal (o de maior custo); quem tem custo menor captura uma renda extraordin\u00e1ria. Ou seja, ela vem de recursos naturais.     <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-white-color\">Mercado Externo X Mercado\u00a0Interno<\/mark><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o exemplos brasileiros de sua origem o min\u00e9rio de ferro produzido pela <em><a href=\"https:\/\/www.vale.com\/pt\/home?utm_source=google+ads&amp;utm_medium=cpc&amp;utm_campaign=institucional&amp;utm_content=search&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=23423457256&amp;gclid=EAIaIQobChMI6emrt7fplAMVWkJIAB0JxSHPEAAYASAAEgIAmfD_BwE\" type=\"link\" id=\"https:\/\/www.vale.com\/pt\/home?utm_source=google+ads&amp;utm_medium=cpc&amp;utm_campaign=institucional&amp;utm_content=search&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=23423457256&amp;gclid=EAIaIQobChMI6emrt7fplAMVWkJIAB0JxSHPEAAYASAAEgIAmfD_BwE\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vale S.A.<\/a><\/em>, o petr\u00f3leo extra\u00eddo pela <em>Petrobras no pr\u00e9-sal<\/em> e a soja produzida por grandes produtores no Cerrado. Em muitos per\u00edodos, esses setores operam com margens operacionais muito elevadas.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-text-color has-background has-link-color has-medium-font-size wp-elements-3309d22d79a6db1a0e50fc4d15c1e62e\" style=\"color:#094932;background-color:#ddf6ec\">Quatro fatores estruturais possibilitam as exportadoras terem retornos operacionais muito altos.<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O primeiro<\/strong> \u00e9 <em>a escala e a produtividade natural.<\/em> Grandes jazidas ou extens\u00f5es agr\u00edcolas permitem produ\u00e7\u00e3o em larga escala. Isso reduz o <em>custo m\u00e9dio e o custo marginal<\/em>. Portanto, a diferen\u00e7a entre custo e pre\u00e7o internacional vira lucro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O segundo<\/strong> \u00e9 porque <em>os pre\u00e7os s\u00e3o determinados no mercado mundial<\/em>. As exportadoras vendem a pre\u00e7os formados em mercados globais como <em><a href=\"https:\/\/www.cmegroup.com\/\" type=\"link\" id=\"https:\/\/www.cmegroup.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Chicago Mercantile Exchange <\/a><\/em>e<em> <a href=\"https:\/\/www.lme.com\/\" type=\"link\" id=\"https:\/\/www.lme.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">London Metal Exchange<\/a><\/em>. Ou seja, esses pre\u00e7os n\u00e3o dependem da renda dom\u00e9stica brasileira, ou seja, mesmo com recess\u00e3o interna a exportadora mant\u00e9m receita elevada.                    <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-white-color\"> Mercado Externo X Mercado\u00a0Interno<\/mark><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O terceiro <\/strong>\u00e9 <em>o c\u00e2mbio<\/em>. Quando ocorre desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda nacional, as receitas em d\u00f3lar sobem em reais. Como muitos custos permanecem em moeda local, isso eleva margens operacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O quarto<\/strong> \u00e9 <em>a intensidade de capital relativamente baixa em certos casos<\/em>. Agroneg\u00f3cio e minera\u00e7\u00e3o usam muito capital, por\u00e9m, a vida \u00fatil longa dos ativos e a grande produ\u00e7\u00e3o anual diluem os custos fixos.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>O ninho dos problemas<\/strong> em Mercado Externo X Mercado\u00a0Interno<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ind\u00fastria dom\u00e9stica tem margens de lucro menores. Enfrenta restri\u00e7\u00f5es estruturais: mercado interno mais limitado, concorr\u00eancia de importados, custos financeiros elevados, escala menor e cadeias produtivas incompletas. Al\u00e9m disso, pre\u00e7os industriais n\u00e3o s\u00e3o determinados globalmente da mesma forma como os de <em>commodities<\/em>. Assim, as margens se reduzem. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando setores exportadores de recursos naturais t\u00eam rentabilidade muito superior, o capital tende a migrar para eles. A moeda nacional pode se apreciar em ciclos de <em>boom<\/em> e, nesse caso, ind\u00fastria perde competitividade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse mecanismo \u00e9 conhecido como \u201c<em><a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/index.php\/AnaliseEconomica\/article\/view\/70302\/42797\" type=\"link\" id=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/index.php\/AnaliseEconomica\/article\/view\/70302\/42797\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">doen\u00e7a holandesa<\/a><\/em>\u201d, termo popularizado ap\u00f3s o boom de g\u00e1s na Holanda nos anos 1960. Da\u00ed alguns economistas novo-desenvolvimentistas se precipitam ao afirmarem ser a causa da desindustrializa\u00e7\u00e3o brasileira.               <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-white-color\">Mercado Externo X Mercado\u00a0Interno<\/mark><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como consequ\u00eancia macroecon\u00f4mica, o pa\u00eds passa a apresentar estrutura produtiva com tr\u00eas polos: <em>setor prim\u00e1rio exportador muito rent\u00e1vel, ind\u00fastria relativamente fr\u00e1gil e sistema financeiro nacional desenvolvido para pagamentos, inclusive digitais, enriquecimentos e financiamentos<\/em>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse padr\u00e3o \u00e9 t\u00edpico de economias ricas em recursos naturais, mas aqui o regime de alta infla\u00e7\u00e3o, em vigor durante d\u00e9cadas, estimulou a agilidade tecnol\u00f3gica no circuito do dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Levar vantagem \u00e9 um dilema paradoxal, certo?<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 rela\u00e7\u00e3o com a<em><a href=\"https:\/\/consorciomagalu.com.br\/2025\/04\/25\/o-que-e-taxa-de-juros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> taxa de juros <\/a><\/em>porque se uma empresa consegue retorno operacional de 20\u201330% ao ano, ela pode tomar d\u00edvida corporativa com juros na faixa de 10\u201315% a.a. Assim, pode ampliar a escala de produ\u00e7\u00e3o e aumentar o retorno sobre o capital pr\u00f3prio. Isso explica por qual raz\u00e3o grandes exportadoras operam com alavancagem financeira, inclusive com endividamento externo mais barato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A renda de recursos naturais pode gerar grandes super\u00e1vits comerciais, empresas muito lucrativas, mas <em>n\u00e3o garante diversifica\u00e7\u00e3o produtiva<\/em>. Esse \u00e9 justamente o dilema hist\u00f3rico de v\u00e1rias economias exportadoras de <em>commodities<\/em>.                  <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-white-color\">Mercado Externo X Mercado\u00a0Interno<\/mark><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na realidade, a rentabilidade das exportadoras brasileiras muitas vezes supera a das multinacionais industriais, atra\u00eddas para explorar um mercado interno de porte superior ao de outros pa\u00edses fora do ranking dos dez maiores PIBs, territ\u00f3rios e popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aparente paradoxo \u2014 exportadoras de <em>commodities<\/em> brasileiras com rentabilidade superior \u00e0 de multinacionais industriais instaladas para atender o grande mercado interno \u2014 decorre da intera\u00e7\u00e3o entre estrutura de pre\u00e7os internacionais, custo relativo de produ\u00e7\u00e3o e caracter\u00edsticas do mercado dom\u00e9stico.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Agro &#8211; minera\u00e7\u00e3o X industrializa\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 a jogada da vez?<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Podemos entender isso em<em> cinco mecanismos estruturais<\/em>. O primeiro \u00e9 <em>a <a href=\"https:\/\/repositorio.ipea.gov.br\/entities\/publication\/5ce90ded-a24d-4774-a069-904978fed84f\" type=\"link\" id=\"https:\/\/repositorio.ipea.gov.br\/entities\/publication\/5ce90ded-a24d-4774-a069-904978fed84f\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">renda de recursos naturais, <\/a><\/em>devido \u00e0 vantagem locacional. Empresas exportadoras brasileiras exploram recursos naturais escassos globalmente, mas abundantes no territ\u00f3rio nacional. Ou seja, min\u00e9rio de ferro de alto teor (explorado pela <strong>Vale S.A<\/strong>.), petr\u00f3leo de baixo custo relativo no pr\u00e9-sal (extra\u00eddo pela <strong>Petrobras<\/strong>) e produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola em grande escala (<em>o tal agro pop?)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o pre\u00e7o internacional \u00e9 determinado pelo produtor marginal global, produtores com custo muito inferior capturam <em>renda diferencial<\/em>. O resultado, portanto, s\u00e3o margens operacionais elevadas, alta gera\u00e7\u00e3o de caixa e rentabilidade superior \u00e0 m\u00e9dia industrial.       <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-white-color\">Mercado Externo X Mercado\u00a0Interno<\/mark><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Exportadoras vendem a pre\u00e7os definidos em mercados globais. Refletem a demanda global, a escassez de recursos e os ciclos internacionais de <em>commodities<\/em>. J\u00e1 multinacionais industriais no Brasil vendem em um mercado dom\u00e9stico competitivo e sens\u00edvel \u00e0 renda. Portanto, a consequ\u00eancia \u00e9: t\u00eam menor poder de precifica\u00e7\u00e3o e margens comprimidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0 estrutura tribut\u00e1ria e regulat\u00f3ria, empresas exportadoras possuem vantagens institucionais como a desonera\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es (\u201c<em><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/entenda-o-assunto\/lei-kandir\" type=\"link\" id=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/entenda-o-assunto\/lei-kandir\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei Kandir<\/a><\/em>\u201d), incentivos fiscais regionais e log\u00edstica integrada para exporta\u00e7\u00e3o. J\u00e1 multinacionais industriais enfrentam cumulatividade tribut\u00e1ria, complexidade regulat\u00f3ria e custos log\u00edsticos elevados. Esses fatores reduzem a rentabilidade industrial.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">N\u00f3s &#8211; apertados<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de o Brasil possuir um dos maiores mercados do mundo (entre <em><a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/explica\/pib.php\" type=\"link\" id=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/explica\/pib.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">os dez maiores PIB PPC<\/a><\/em>), ele apresenta caracter\u00edsticas capazes de comprimirem \u00a0das margens industriais. Dentre elas, a elevada desigualdade de renda, grande parcela da popula\u00e7\u00e3o com baixo poder de compra e ciclos frequentes de recess\u00e3o. Assim, multinacionais instaladas no pa\u00eds (por exemplo, a ind\u00fastria automobil\u00edstica) muitas vezes operam com capacidade ociosa, competi\u00e7\u00e3o intensa por pre\u00e7os e margens menores.     <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-white-color\">Mercado Externo X Mercado\u00a0Interno<\/mark><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Setores extrativos podem apresentar investimentos iniciais muito elevados e custos marginais relativamente baixos ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o. Quando a produ\u00e7\u00e3o atinge escala plena, a rentabilidade operacional aumenta significativamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro fator decisivo \u00e9 o c\u00e2mbio. Quando o real se desvaloriza, receitas das exportadoras (em d\u00f3lar) aumentam em reais e muitos custos permanecem dom\u00e9sticos. Isso amplia margens. Entretanto,  multinacionais industriais dependem mais do mercado interno e de insumos importados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como consequ\u00eancia estrutural, esse diferencial de rentabilidade gera um vi\u00e9s estrutural de aloca\u00e7\u00e3o de capital. Os recursos financeiros migram para setores exportadores de <em>commodities<\/em> e a ind\u00fastria enfrenta menor atratividade relativa.     <\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Mercado Externo X Mercado\u00a0Interno<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-white-color\">d<\/mark><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f00d0d\" class=\"has-inline-color\"><strong>*<\/strong><\/mark>Esse processo contribui para fen\u00f4menos como especializa\u00e7\u00e3o produtiva, desindustrializa\u00e7\u00e3o precoce e depend\u00eancia de <em>commodities<\/em>. Exportadoras brasileiras podem ser mais rent\u00e1veis diante das multinacionais industriais porque capturam renda de recursos naturais, vendem a pre\u00e7os globais mais elevados, enfrentam menos compress\u00e3o competitiva de margens, se beneficiam do c\u00e2mbio e operam em escala internacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/br.linkedin.com\/in\/fernando-nogueira-costa-93a89537\" type=\"link\" id=\"https:\/\/br.linkedin.com\/in\/fernando-nogueira-costa-93a89537\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Prof\u00ba. Dr. Fernando Nogueira da Costa<\/a><\/strong> &#8211; Titular de Economia &#8211; <em><a href=\"https:\/\/www.eco.unicamp.br\/\" type=\"link\" id=\"https:\/\/www.eco.unicamp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">IE-UNICAMP<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#ea0707\" class=\"has-inline-color\">*<\/mark>[N.E.: <\/strong><em>E quanto os grandes do agro pagam de impostos? O que devolvem para o pa\u00eds e sua popula\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora? Podemos sim, falar de concentra\u00e7\u00e3o de renda? E com a mecaniza\u00e7\u00e3o operacional: m\u00e1quinas que preparam a terra, plantam, colhem, ensacam a produ\u00e7\u00e3o e a log\u00edstica do transporte? O que fica aqui &#8211; consumo interno e a que pre\u00e7o? O que \u00e9 exportado volta com sobre peso de valor agregado. E a renda m\u00e9dia do trabalhador brasileiro n\u00e3o chega para adquirir produtos com valores agregados. H\u00e1 quanto tempo este modelo persiste?<\/em><strong>]<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A diferen\u00e7a de rentabilidade entre empresas exportadoras de commodities e empresas da ind\u00fastria voltada \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do mercado dom\u00e9stico no Brasil est\u00e1 ligada \u00e0 estrutura produtiva do pa\u00eds e \u00e0 renda de recursos naturais. Esse fen\u00f4meno ajuda a entender v\u00e1rios debates sobre desindustrializa\u00e7\u00e3o precoce e especializa\u00e7\u00e3o produtiva. Fernando Nogueira da Costa Campinas, S\u00e3o Paulo &#8211; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":3430,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-125","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Intelig\u00eancia Educacional Brasileira | AEscolaLegal Sec. XXI<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/aescolalegal.com.br\/?page_id=125\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Intelig\u00eancia Educacional Brasileira | AEscolaLegal Sec. 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