Os Jovens e as Redes Sociais.
- março 26, 2021
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scrito por uma equipe de médicos, considera o risco de as mídias sociais estarem contribuindo para o contágio do suicídio entre adolescentes. Admitindo que isso pode de fato
scrito por uma equipe de médicos, considera o risco de as mídias sociais estarem contribuindo para o contágio do suicídio entre adolescentes. Admitindo que isso pode de fato
A vida online imersiva de “nativos digitais” nas redes sociais é um fenômeno radicalmente novo que gerou questionamentos ansiosos e análises profundas por parte de sociólogos e psicólogos. Uma sequência de 4 artigos importantes podem ser lidas aqui.
São Paulo, 26/03 de 2021.
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Os pesquisadores muitas vezes visam desafiar preconceitos, procurando revelar sutilezas negligenciadas ou (in) validar suas afirmações. No dossiê deste mês, apresentamos algumas abordagens muito diferentes que testemunham a rica coleção de trabalhos que podem ser encontrados nas revistas em francês e traduzidas para a língua portuguesa.
Nosso primeiro artigo é de um cientista político que se propõe a testar a noção de que os jovens estão presos em “bolhas de informação” que tendem a reforçar suas próprias crenças e suposições. Ele descreve um estudo que demonstra que esse medo é injustificado, tanto no caso de alunos de cursos altamente seletivos quanto daqueles de programas mais regulares, muitos de origens da classe trabalhadora – mas por razões diferentes. Isso define nosso título Os Jovens e as Redes Sociais.
Um segundo artigo, escrito por uma equipe de médicos, considera o risco de as mídias sociais estarem contribuindo para o contágio do suicídio entre adolescentes. Admitindo que isso pode de fato ser o caso, eles concluem que, paradoxalmente, essas plataformas também oferecem uma oportunidade inexplorada para a prevenção do suicídio.
Nosso terceiro artigo é cortesia de um antropólogo argentino e ilustra os efeitos positivos das mídias sociais ao facilitar as práticas de criação cultural entre o vasto número de jovens sem emprego seguro. Em seguida, um psiquiatra e psicanalista explora o problema do “tédio” do adolescente, um problema que foi evidentemente exacerbado pela exposição às redes sociais.
No artigo final, o debate atual que tanto atrai pesquisadores circunscreve o tema Os Jovens e as Redes Sociais e apresenta um estudo sociológico do Snapchat: uma plataforma de mídia social que agora tem mais usuários na faixa etária de 12 a 17 anos do que Facebook, WhatsApp ou Instagram.
Também abrimos a palavra para um jovem estudante de doutorado da Nova Zelândia que estuda o comportamento suicida entre adolescentes Kiwi.
Todos os artigos se encontram aqui: Misinformation, noninformation, or information overload? Logics of news exposure in the student population
Cairn International Edition (cairn-int.info)