Geopolítica, Religião e Psicossociologia
Filósofos e pensadores da antiguidade – persas, egípcios, gregos e orientais de onde judeus retiraram conhecimentos, diziam do eterno retorno, ou, modernamente, da repetição enfadonha da História, enquanto se alternam cenários e atores, figurinos e equipamentos. Quem lê, estuda e pesquisa encontra em fontes diversas (as primárias ficam para os especialistas detentores de recursos suficientes e necessários), de livros a filmes*, exemplos notáveis da eterna dança da ilusão real – a dança parada da humanidade, no palco do planeta girando em torno do Sol.
Editor
São Paulo, 29/04/2026.
8,7 Minutos.
Este estudo breve, resultado de leituras, pesquisas e uma pergunta feita à IA, documenta e consolida, substancialmente para a minha satisfação, embora esteja aberto às discussões e análises sobre a psicologia do medo, os conflitos no Oriente Médio e a reorganização do poder global. Contudo, introduzindo um elemento de importância factual e interferente na soberania da América Latina e nas estratégias dos BRICS, torna-se clara e cara a reação do Ocidente capitalista capitaneada pelos EUA.
O nazifascismo alemão foi um movimento capitalista
A Psicologia do Medo e o Sofrimento Coletivo introduzida no eixo de dominação hegemônica do Ocidente branco do Norte do planeta ganhou força na segunda metade do Século XX e funcionou como uma renovada tentativa de barrar o avanço do Oriente. Forças alemãs (patrocinadas por capitalistas ocidentais) conduzidas sob o regime do partido nacional socialista, – nazismo – erguido ao poder político militar no país na década de 1930, se puseram em marcha contra o avanço do Socialismo.
O Movimento introduzido principalmente pelas experiências sociais ditas revolucionárias russas e chinesas, estava em forte oposição ao modelo explorador, exclusivista e invasor das potências europeias do século anterior. Os ventos do movimento chegaram ao Brasil também no começo do século XX, com o surgimento do PCB.
A Rússia era um lugar para a nobreza aristocrática europeia passar férias de verão em palácios suntuosos e campos de caça, cuidadosamente tratados e mantidos por força escrava. O país vivia tensionado por guerras contra vizinhos mais concentrados a Oeste e ao Sul de suas fronteiras.
Ainda assim, o então imperador Nicolau Romanov, uma dinastia no poder há 300 anos estendia seus recursos e negócios aos mais próximos contraparentes europeus. Todos, de alguma forma ligados às linhagens imperiais dos antigos reinos (volte até Leão III e Carlos Magno e as Cruzadas e entenda, com um pouco de esforço mental a Psicossociologia na criação de identidade de grupos, como aqueles que fazem uso de símbolos religiosos e ritos (como o Brit Milá judaico ou o batismo cristão, católico e protestante e seus significados: ritual para o recém nascido em um e o ritual para o adulto ou consciente de si no outro). Ou no limite a cruz suástica, os brasões de times de futebol, as cores de Sonserina, Grifinoria , Lufa Lufa etc…
Religião: razão e inteligência abaixo da “fé”
Ou seja, é manipulado para criar uma ideologia de pertencimento que justifica a expansão e a exclusão do “outro”, transformando questões espirituais em ferramentas de poder estatal. Normalmente, na igreja da antiguidade, e atualmente nos negócios sedentos do neopentecostalismo, de olho em riquezas materiais capazes de manter seus estilos pomposos de vida.
Historicamente, tais riquezas foram sempre subtraídas de povos condenados e rebaixados à condição desumana, como os africanos, asiáticos e de nativos americanos (os do Norte, do Centro e no Sul – continente recém invadido, a partir dos 1500 d.C.). Nativos e miscigenados eram e ainda são considerados inferiores. A primeira guerra mundial foi um rearranjo – partilha – da dominação dos países europeus sobre os territórios invadidos – colônias. Na África e Ásia desde os 1500, pelo menos, e novamente reforçado nos 1800 em diante, durante a Revolução Industrial.
Os conflitos estenderam-se também ao Oriente Médio, à China, Índia, Japão e aos países do Oceano Índico e continentais. A Europa não era autossuficiente em recursos naturais (Malthus e neomalthusianismo), esgotados por séculos de exploração irrefreada e ignorante.
Criar conflitos internos é um plano antigo, mas eficaz.
Todas às vezes que a Europa sentia o aperto em suas reservas e a corte se assustava com a possibilidade de uma revolta popular, e da falta de faisões e especiarias em seu jantar, ela limpava o chicote nas costas de seu próprio povo e nos colonos e colonizados dos outros países. Obviamente, crescentes desavenças foram-se acumulando e os reinos europeus também guerrearam entre si. Assim, após muitas brigas internas entenderam a experiência e a estenderam aos outros países, instigando-os a lutarem entre si. Divididos eram mais frágeis e fáceis de dominar. Colônias servem para isso!
Não há nada de positivo no fato, a não ser um certo aprendizado. Guerras são cruéis, sujas e refletem a animalidade da espécie. As disputas entre pensadores e economistas, governadores e contadores e outros tipos garbosos deu ampla margem de vantagens aos últimos. Fazer guerra tornou-se um negócio com indústria própria. Dos bons. Economistas nem tanto aderiram aos negócios e procuram limitar o entendimento/acesso global da riqueza e da distribuição desta aos papeis especulativos das bolsas ficcionais. Se é bom para os governadores pode não ser bom para a união. Mas, política é melhor do que guerra. Mais palavras, menos armas.
Depois da Segunda guerra – um retorno ao passado
O primeiro-ministro israelense de extrema-direita sionista Benjamin Netanyahu utiliza o medo existencial para sustentar o estado de beligerância. Este é um mecanismo psicológico gerador de impactos profundos nos povos palestinos, nos iranianos e em parte dos próprios judeus e árabes que vivem na região. A técnica os leva constantemente a enfrentarem crises humanitárias e à ameaça constante de morte e sofrimento, pelas escaladas militares sob (falsas) justificativas de segurança nacional.
Judeus não sionistas se posicionam francamente, sofrem a pressão de uma identidade unificada politicamente, muitas vezes sendo silenciados ao questionarem as ações deste Estado de Israel. Grupos como dissidências de Haredi, os ligados ao trabalhismo Bundi e críticos éticos desmoronam a afirmação de que Israel é a única democracia do oriente médio. O dito carece de fundamento, a despeito de toda propaganda e mídia mundial apregoarem, custeada por bilionários excêntricos.
As implicações da extrema direita norte-americana a favor de Trump, constituída por fundamentalistas cristãos, associações de judeus sionistas radicados no país (AIPAC), utilizam o conflito e alimentam polarizações internas, criando uma instabilidade que afeta os próprios cidadãos dos EUA.
Soberania Econômica na América Latina e o Papel dos BRICS
A reorganização geopolítica atual apresenta desafios e oportunidades para a soberania regional, pois desafia a hegemonia de tio Sam, lá onde consideram o seu quintal. O fortalecimento dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) surge como um contraponto à dependência histórica das políticas externas e financeiras dos EUA e da Europa. Nota-se que alguns países da região latina, cuja economia esteve quebrada e a situação social de parte da sua gente vivendo em estado precário, já se entregaram ao jogo do invasor do Norte. Argentina, Paraguai, Peru e Chile representam e registram atualmente a presença forte dos interesses militares e econômicos dos EUA.
A América Latina e do Sul tornam-se assim um campo estratégico na disputa por recursos naturais e mercados, cuja ameaça à soberania dos países pelos players do G8 – OCDE e Fóruns de Davos, reflete a voracidade por recursos, enquanto revela a capacidade da região em manter sua autonomia depende de alianças que não repliquem modelos de subordinação. As ações de potências econômicas globais são todas calculadas para garantir remessas constantes de recursos, e pelo menos uma delas (EUA) está maculada com inúmeras guerras, invasões, intervencionismo e ingerência em diversos países.
Um exemplo da capacidade da diplomacia nacional deixa patente que o país reconhece seu potencial e está pronto para sentar-se numa mesa de negociações e podem se tornar contrários às deliberações do Mercosul, um projeto de tratado comercial-econômico com a Europa que levou mais de 20 anos para se concretizar.
A aliança capitaneada pelo Brasil pode ser ameaçada e até desconstruída em pontos fundamentais pela estratégia americana de criar zonas de conflitos regionais, tanto no aqui quanto na Europa, com as questões da Ucrânia-Rússia e da Groenlândia.
A Nova Rota da Seda é tudo o que os EUA querem evitar. Desde 2013 a presença chinesa se fortalece no mundo via ofertas de infraestrutura e alternativas de desenvolvimento. O movimento chinês é altamente complexo e chega a casa ou pode ultrapassar o trilhão de dólares, entretanto exige cautela para garantir que a soberania econômica não seja comprometida por novas formas de endividamento, ou relações de dependência.
stratégias Globais e a Nova Ordem A transição de um mundo unipolar para um multipolar reflete-se na busca por novos sistemas de pagamento e comércio que evitem sanções unilaterais. As estratégias dos BRICS visam criar um ecossistema financeiro que proteja as economias emergentes das flutuações e decisões políticas das potências tradicionais.
*Eis alguns filmes que nos dão visões aproximadas das estruturas psicossociais que formam a humanidade:
O Mahabaratha – Os samurais – Troia – Cruzadas – Genghis Khan (Marco Polo – série) – As Muralhas da China – Gladiador – A conquista do paraíso – A missão – e muitos outros filmes
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