Texto II MANIFESTO – Educação Pública, Justiça Social e Estado de Direito.
O manifesto busca ganhar um caráter de mobilização nacional, voltado à comunidade educacional brasileira. Estamos fundamentados na ideia de que a educação pública é o principal instrumento de construção da justiça social, da equidade e do pleno acesso à cidadania e ao Estado de Direito.
São Paulo, 17 de Junho de 2026.
A comunidade educacional brasileira encontra-se diante de uma responsabilidade histórica. Em um país marcado e fragmentado por profundas desigualdades sociais, econômicas e territoriais, a educação pública continua sendo a mais poderosa ferramenta de emancipação humana, mobilidade social e fortalecimento democrático. Manifesto – Educação Brasileira II
Assim, ao projetarmos o Brasil de 2030, somos convocados a refletir sobre quais competências, conhecimentos, valores e capacidades devem ser desenvolvidos pelas novas gerações. Para que o país alcance patamares mais elevados de desenvolvimento sustentável, prosperidade compartilhada e convivência democrática.
Portanto, não se trata apenas de preparar estudantes para o mercado de trabalho. Trata-se de formar cidadãos capazes de compreender a complexidade do mundo contemporâneo. Educação para a vida. A fim de exercer plenamente seus direitos, participar da vida pública, produzir conhecimento, inovar e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa. Manifesto – Educação Brasileira II
Entretanto, a educação pública deve assumir como missão estratégica a promoção da equidade. Equidade não significa tratar todos igualmente, mas reconhecer as desigualdades existentes. Portanto, reunir esforços para criar condições para que cada criança, jovem e adulto tenha acesso real às oportunidades de aprendizagem, desenvolvimento e realização pessoal.
O Todo pelo todo. Manifesto – Educação Brasileira II
O fortalecimento do Estado de Direito depende diretamente da qualidade da educação oferecida à população. Não há democracia sólida onde prevalecem a exclusão educacional, o analfabetismo funcional, a desinformação e a limitação das oportunidades de participação cidadã.
Assim, por essa razão, conclamamos pesquisadores, professores, gestores, estudantes, famílias, universidades, institutos de pesquisa e organizações da sociedade civil a contribuírem para uma grande reflexão nacional sobre as competências essenciais para o Brasil de 2030. Manifesto – Educação Brasileira II
Entre elas destacam-se: pensamento crítico e autonomia intelectual; letramento científico e tecnológico; capacidade de resolução colaborativa de problemas. Além de ética pública e responsabilidade social; cultura democrática e respeito aos direitos humanos; criatividade, inovação e empreendedorismo social; sustentabilidade ambiental e responsabilidade intergeracional; comunicação, diálogo e convivência na diversidade.
A inteligência educacional brasileira encontra-se distribuída por universidades, escolas, centros de pesquisa, movimentos sociais e experiências comunitárias em todas as regiões do país. É hora de reunir essa inteligência coletiva em torno de um projeto nacional capaz de transformar a educação em fundamento do desenvolvimento humano, da justiça social e da cidadania plena.
Enfim, a construção dessas competências exige a valorização dos profissionais da educação, a modernização das práticas pedagógicas, o fortalecimento das redes públicas de ensino e o compromisso permanente com a inclusão. Manifesto – Educação Brasileira II
O Brasil de 2030 começa nas salas de aula de hoje.
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