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Creches o Segundo ninho de Suporte

Creches o Segundo ninho de Suporte

Creches o Segundo ninho de Suporte

Embora o espaço de uma creche não seja especificamente educativo, no sentido formal do tema, elas funcionam como uma extensão afetiva do lar. Posto que acolhem as crianças menores de 4 anos e, ao mesmo tempo, liberam os pais de baixa renda que precisam trabalhar e não têm onde deixar seus pequeninos.

A Prefeitura de São Paulo afirma atender com as creches à demanda por vagas de 0 a 3 anos. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a fila por creches está zerada. O resultado, afirma, vem de uma política de expansão que apoia-se fundamentalmente em parcerias e convênios com instituições privadas do terceiro setor.

Embora o sistema ofereça vagas, a estratégia enfrenta debates complexos e críticas. A começar pela eficácia numérica, ou seja, a ampliação das vagas via ‘rede parceira’, portanto o mecanismo que permite ao município manter a fila zerada e atender centenas de milhares de crianças. Creches o Segundo ninho de Suporte

Recebem críticas também o modelos de gestão. O termo “privatização” na Educação Infantil refere-se à rede conveniada, em que organizações da sociedade civil (OS) recebem repasses públicos para gerir as creches. Razão permanente de críticas sobre a precarização, vindas das várias entidades de classe – professores e profissionais ligados ao setor – além de auditorias (como as do Tribunal de Contas do Município – TCM). Fundamentadas em fatos constatados, apontam que as creches conveniadas costumam ter maior número de crianças por professor e menor remuneração para os profissionais em comparação à rede direta.

Fala prefeito – e a Educação

Isto apesar dos investimentos recentes. Entretanto, a Prefeitura diz que sancionou leis de bonificação para os profissionais dessas instituições parceiras . Portanto, continuará a assinar convênios para garantir que a oferta acompanhe o crescimento populacional.

Contudo, de acordo com o sindicato dos profissionais da prefeitura o ano de 2026 letivo já inicia com resistência e luta dos profissionais da educação . Contra o avanço das privatizações e terceirização, contra a precarização dos serviços e os péssimos reajustes salariais. Creches o Segundo ninho de Suporte

Apesar disto, a Prefeitura de São Paulo, comandada por Ricardo Nunes (MDB), anunciou que iniciará ainda este mês a privatização de escolas municipais. Ou seja, pratica a velha política de avançar na destruição de todo o Serviço Público, o prefeito já indicou três novas escolas municipais em construção. Elas estão nos bairros de Campo Limpo e Santo Amaro, na Zona Sul, e em Pirituba/Jaraguá, na Zona Noroeste.

Assim, ao invés de abrir concursos, melhorar as condições de trabalho nas escolas e ampliar unidades, o prefeito aporta o dinheiro público para salvar escola privada à beira da falência, como o Liceu Coração de Jesus, no centro da cidade, em 2022. A escola privada passou a receber repasses mensais da gestão municipal, atendendo apenas cerca de 500 estudantes da rede pública. É esse modelo que ele considera de sucesso.

A ação ainda é contestada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que ajuizou uma Ação Civil Pública, argumentando que a parceria não atendia ao interesse público. O MPSP alega que o repasse de R$ 14,7 milhões ao Liceu Coração de Jesus entre 2023 e 2025 foi mais para “salvar” financeiramente a escola privada da falência. Creches o Segundo ninho de Suporte

O órgão diz que que a verba não foi para atender à carência de vagas na região. Já que o número é suficiente na rede pública e que recursos públicos só podem ser destinados a escolas privadas. Anda assim apenas em casos excepcionais, quando não há vagas disponíveis na rede pública. Creches o Segundo ninho de Suporte

SIMPEEM – imprensa@sinpeem.com.br

avatar ael

Jornalista profissional (bacharel em Comunicação Social), professor, escritor, licenciado em língua e literatura portuguesa - pósgrad em Ciência Política

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