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Semicondutores – a Mercadoria das Disputas

Semicondutores - a Mercadoria das Disputas

Semicondutores – a Mercadoria das Disputas

Tudo depende da exploração, escavação, perfuração, esburacamento, desflorestamento, queima da terra. Sobrará espaço para plantar e colher alimentos? EUA e China que se expliquem.

Nos últimos 60 anos, a indústria global de semicondutores foi dominada pela “Lei de Moore“, nomeada em homenagem a Gordon Moore, engenheiro lendário e cofundador da Intel. Essa lei se baseia na melhoria do desempenho dos chips por meio da miniaturização cada vez maior dos transistores.

Em tese, o que se espera é que com a diminuição do produto, sem a perda da qualidade do mesmo e garantido-se que o desgaste também seja menor – um tiro na obsolescência programada. Ou seja, explore-se menos a mineração atrás de terras e minerais críticos e/ou raros. Menos prejuízo causado no planeta. Será?

A gigante chinesa Huawei, no entanto, acredita e espalha aos 4 cantos que desenvolveu uma abordagem alternativa. Em uma jogada ousada, a empresa batizou esse novo princípio de “Lei Dela“, em homenagem a uma executiva sênior que lidera a iniciativa. Assim, a empresa chinesa propaga que o seu método permitiria a produção de semicondutores com capacidades comparáveis ​​às da TSMC — e apenas alguns anos atrás — mesmo sob as sanções vigentes. Semicondutores – a Mercadoria das Disputas

A busca e a competição

Duas outras grandes empresas asiáticas ingressaram no “clube do trilhão de dólares“, sendo a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC) e a Samsung Electronics (coreana).

O SoftBank Group, um dos grandes investidores japonês da OpenAI está se aproximando da Toyota Motor, líder de mercado há muito tempo. Portanto, é de se notar que as empresas de tecnologia asiáticas estão surfando decisivamente na onda do boom da IA ​​liderado pelos EUA.

Devido às sanções dos EUA que influenciou a Europa no jogo de ameaças de Donald Trump e seus partidários, a Huawei esteve efetivamente impedida de acessar ferramentas de fabricação de semicondutores de última geração. Isto colocou um freio em sua evolução, e a colocava em desvantagem na produção de chips ultrafinos. Esta ainda é uma área dominada pela TSMC e da qual gigantes da tecnologia como Nvidia e Apple dependem.

Enquanto isso, a Huawei, gigante chinesa de tecnologia que foi alvo de sanções e de regulamentações mais rigorosas dos EUA em 2019, que se seguiram isolando-a da tecnologia de ponta e do mercado, anunciou o que pode se tornar um retorno notável. Semicondutores – a Mercadoria das Disputas

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Retomando a ponta

No entanto, a empresa privada com sede em Shenzhen (China) revelou esta semana uma nova abordagem para o desenvolvimento de semicondutores de alto desempenho que não depende da miniaturização padrão da indústria.

Há uma frase no prospecto de fundação da Sony de 1946, uma startup japonesa, que se tornaria a gigante global da eletrônica de consumo, nascida em meio ao caos do pós-guerra e à escassez crônica de suprimentos, que deixa claro o espírito regente, ordenador as ações destas empresas asiáticas. Lá se dizia: “Nós… acolheremos até mesmo as dificuldades tecnológicas“.

O prospecto reflete a crença de que as limitações técnicas podem, muitas vezes, impulsionar a inovação. Se as sanções americanas, destinadas a enfraquecer a indústria de semicondutores da China, acabarem por fomentar avanços na Huawei, a ironia será gritante. É claro que ainda existem desafios significativos antes que a “Lei Dela” possa realmente emergir como uma alternativa viável à Lei de Moore. Semicondutores – a Mercadoria das Disputas

Cá pra nós

A rivalidade tecnológica EUA X China é um dos principais focos da cobertura atual do jornalismo político-econômico asiático. Entretanto, enquanto os dois gigantes se digladiam, longe da poeira que os envolve, potências médias se desenvolvem, como é o caso do Brasil que, segundo informações, alcançou este ano um índice de desenvolvimento acima da média dos países tradicionalmente ranqueados.

A notícia pode mesmo ser boa, mas a análise se restringiu à regiões do território nacional que têm referências e preferências políticas (e seguramente ideológicas) que se opõem ao modelo de desenvolvimento e crescimento da atual gestão de centro esquerda. A querela está lançada.

Com informações da Nikkei Asia

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