Ensino e Educação – Básico
Para ser educado é preciso começar em casa a entender e perceber o quadro geral da família, da comunidade ou bairro, da cidade, do estado (unidade federal) e do país, e num cenário bem mais ampla como este país se situa no continente e no planeta. É uma questão política. O alienado, o desavisado, é o escravo, uma presa fácil para o maus intencionados. Obviamente, é antes de tudo um exercício de autopercepção: quem sou Eu, onde estou e os por quês – todos. Por que? E também, quem, quando, onde e como?…

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O lixo da economia capitalista não é reciclável
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Redação
São Paulo, 24/09/2026
Depois de ser uma economia primária – ainda feudal, onde vigiam os paramentos tradicionais da extração de recursos naturais diretamente da terra, pela mão do homem simples, trabalhador, colonizado ou escravizado, para serem negociados pelas burguesia, aristocracia, oligarquias capitalistas industriais e agrárias (o tal agro pop), com outros países, o Brasil passou a ter sua indústria de base e tornou-se economia secundária.
Ou seja, aquele modelo em que, mais uma vez tiram-se os recursos da terra, joga tudo no fogo, derrete, dá uma forma bruta e básica e negocia com a burguesia, a aristocracia, e as oligarquias capitalistas dos países mais avançados. Os valores apurados ficam com os proprietários de terras que elegem seus políticos e famílias preferidos, a quem pagam 15% dos seus ganhos e uns presentes de fim de ano como uma sociedade numa das indústrias coligadas etc.
Os trabalhadores sequer chegam a ver este dinheiro. Mas, a polícia está em cima deles. Um frango ou uma abacate que “some” acarreta prisão, tortura e mesmo uma morte acidental, umas balas perdidas… Geralmente no morro, na comunidade.
Passa o tempo, o país cresce, aumenta a população, a economia também, porém a riqueza não é dividida de forma igual. A burguesia, aristocracia, oligarquias capitalistas locais ficam com o grosso da produção econômica e financeira, que já é apenas uma pequena parte do que realmente vale. Equivale a um décimo (10%), digamos, do real valor do produto vendido. Deste pequeno montante apurado, um pouco menos de 1 décimo (0,07%) chega nas mãos do trabalhador.
Quando tudo pode piorar – O lixo da economia capitalista não é reciclável
Avança (ffw) o filme. Neste momento, a economia dá outro salto e chega um estágio mais desenvolvido. Bancos, indústrias de transformação secundárias com tecnologia embarcada, educação básica de qualquer calibre para a massa majoritária da população, um pouco de ciência voltada aos negócios.
Escolas superiores para os filhos dos burgueses endinheirados, escolas de direito, medicina, engenharia e bens supérfluos específicos para esta camada social.
Muita importação, aumento do consumo, carnaval, futebol, cachaça e sexo livre, colocando a mulher como objeto de prazer para quem pode pagar, tornando-as vítimas de exploração sexual (mercadoria) ou da violência machista e misógina.
Séculos depois, diversas modificações forçadas pelas lutas por direitos e melhorias trouxeram perspectivas mais alargadas e conseguiram disfarçar com uma certa cosmetologia social o sofrimento daqueles que só tinham o trabalho e sua força (física ou ‘intelectual’) para trocar por algumas moedas. Nem sempre suficientes para terem moradia digna, alimentação adequada, estudos consistentes, saúde e estrutura mínima para sentir-se parte importante na construção da riqueza do país. Era um escravo com uma roupa menos mal feita e sapatos.
Um desequilíbrio entre riqueza e pobreza é o mais velho e fatal dos alimento de todas as repúblicas.

O posto de saúde, a escola dos filhos, o mercado de trabalho estavam há pelo menos umas 4 ou 5 horas de distância de onde morava.
O transporte era tão ruim quanto o carro de boi em estradas esburacadas, lamacentas ou com asfalto em ruínas uns meses depois de ter sido utilizado.
Chegar com os pés enlameados e ter os sapatos furados pelo uso não era o maior problema.
Para garantir a volta e a permanência no emprego uma garrafa de café era-lhe dada na entrada da fábrica ao início do expediente. Os cafeicultores mantinham a produção numa espécie de circuito fechado da economia, porque também eram os donos das indústrias.
Hoje, pode-se consumir cocaína no vale do Silício sem problemas. Os proprietários não se incomodam – querem produção, as forças armadas precisam dos sistemas e ao mesmo tempo, garantem o fornecimento.
Quando tudo parecia melhorar
Finalmente, o país deu um salto e passou para uma economia mista, industrial de serviços, mas continuou depredando a natureza. Reinaugurou a poluição dos rios, do ar, das praias, encheu os alimentos de veneno para aumentar a produção. Assim, os bancos e seus capatazes concentraram cada vez mais as riquezas que também foram parar nas mão dos burgueses, aristocratas, oligarcas capitalistas locais.
Enquanto isso, aquela massa majoritária ficava à mercê dos 1% da riqueza (em grande parte produzida por eles). De fato, apenas um aumento diluído pelo crescimento exponencial populacional e do consumo e da inflação que os segue de perto.
Com um posto de saúde mais perto, mas o hospital ainda ficava lá longe. A escolinha do filho lá no bairro vizinho quase não tinha vagas. E a universidade mais longe ainda, maltratada e ameaçada, quase todos resistiam e as esperanças estavam latentes, e foram renovadas.
O mercado da fé crescia e inundava a periferia, mas a polícia controlava o meio e uma pandemia atravessou o canal.
Esse período se deu quando vieram os capitães e seu filhos, a famiglia organizada, as milícias e seus novos sargentos. Vieram também os bispos e pastores com suas mansões, aviões e novinhas. E nos enviaram de volta ao primeiro parágrafo desta tragicômica comédia novela do horário nobre, logo depois do jornal da TV. Por sorte, a educação também revelou parte de sua importância e o esboço de retomada da esperança se desenhou. Parece que foi ontem… Antes da IA, dos robôs, da CIA e da casa esbranquiçada ameaçarem o futuro…
Tempos difíceis. E quando não o foi?

